Vídeo criado com ferramentas de IA mostra personagens da série recriados com alto nível de fidelidade visual
Stranger Things – Um vídeo de deepfake inspirado em Stranger Things ganhou grande repercussão nas redes sociais ao apresentar versões digitais extremamente realistas dos personagens da série. O conteúdo foi criado pelo perfil “ederxavier3d”, que também publicou um passo a passo explicando como o material foi produzido com ferramentas de inteligência artificial.
O resultado chamou atenção pela precisão nos detalhes, como expressões faciais, texturas de pele, cabelos e movimentos. Apesar de usar a técnica de deepfake, o vídeo não coloca os atores nem os personagens em situações constrangedoras, funcionando mais como uma vitrine do potencial da tecnologia e um tutorial para quem deseja experimentar o processo.
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A criação começa com o uso do Nano Banana Pro, no qual é inserido um vídeo que registra o rosto da pessoa. A partir daí, a ferramenta gera as imagens por meio de comandos de texto, permitindo moldar os personagens digitais de forma bastante controlada. Em seguida, o criador utiliza o Kling AI para sincronizar os rostos gerados com os movimentos do vídeo original, dando ainda mais naturalidade ao resultado.
Depois dessa etapa, o material passa por uma finalização simples, com trilha sonora e ajustes em programas de edição como CapCut ou Premiere Pro, até chegar ao formato final que circulou nas redes.
Eder Xavier, que se apresenta como especialista em inteligência artificial no Instagram, costuma compartilhar tutoriais e dicas sobre efeitos visuais e uso de IA. O sucesso do vídeo de Stranger Things se deve, em grande parte, à popularidade recente da série e à capacidade da tecnologia de reproduzir detalhes visuais com alto grau de realismo.
O Nano Banana Pro, ferramenta central do processo, se destaca justamente por essa fidelidade gráfica. Baseado no mecanismo Gemini 3 Pro Image, o sistema combina dados coletados em tempo real na internet com imagens fornecidas pelos usuários para gerar rostos e cenas. Além disso, os comandos permitem definir ângulos de câmera, foco e até o esquema de cores da imagem final.
Apesar do impacto visual e do interesse que esse tipo de conteúdo desperta, há limites para sua publicação. Plataformas digitais vêm impondo restrições a materiais que imitam obras protegidas por direitos autorais. O YouTube, por exemplo, já adota medidas como a desmonetização de canais que produzem trailers falsos com o uso de inteligência artificial.
(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik)