O simulador utiliza as informações já registradas na base de dados do instituto e está atualizado conforme as regras vigentes
INSS – O início de 2026 trouxe mudanças relevantes para quem depende ou pretende solicitar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além da atualização nos valores pagos aos segurados, as regras de aposentadoria ficaram mais rígidas, seguindo o cronograma definido após a reforma da Previdência aprovada em 2019.
Os beneficiários que recebem acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90%. Com isso, o teto da Previdência passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. As alterações, porém, vão além do impacto financeiro. Ano após ano, os critérios para concessão da aposentadoria avançam, exigindo mais idade, mais tempo de contribuição ou maior pontuação.
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Diante desse cenário, o planejamento previdenciário se tornou mais complexo. Para auxiliar os segurados, o INSS disponibiliza um simulador de aposentadoria, acessível pelo site e pelo aplicativo Meu INSS. A ferramenta permite calcular quanto tempo falta para atingir os requisitos e estimar o valor do benefício.
O simulador utiliza as informações já registradas na base de dados do instituto e está atualizado conforme as regras vigentes. A estimativa de valor, no entanto, só é apresentada para quem está a até cinco anos de cumprir os critérios para se aposentar. O resultado tem caráter apenas informativo e não garante o direito ao benefício.
Caso o segurado identifique dados incorretos ou tenha dúvidas, a orientação é buscar apoio especializado em direito previdenciário.
Como usar o simulador do Meu INSS
Para realizar a simulação, é necessário:
1. Acessar o site ou aplicativo Meu INSS;
2. Entrar com a conta gov.br;
3. Selecionar a opção “simular aposentadoria”;
4. Conferir as informações e, se preciso, ajustá-las no ícone de edição e recalcular.
A plataforma apresenta as diferentes possibilidades de aposentadoria conforme o perfil do segurado. Quando a simulação indicar que os requisitos foram atingidos em alguma regra, é possível formalizar o pedido junto ao INSS, que fará a análise oficial.
Regras mais duras em 2026
Na regra geral, mulheres precisam ter 62 anos de idade e ao menos 15 anos de contribuição. Para os homens, a exigência é de 65 anos de idade e 20 anos de contribuição.
Quem já contribuía antes da reforma da Previdência entra nas chamadas regras de transição, que sofrem ajustes anuais até 2031. Em 2026, a idade mínima sobe seis meses em relação ao ano anterior: 59 anos e seis meses para mulheres e 64 anos e seis meses para homens. O tempo mínimo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 para homens.
Também há mudança na regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Neste ano, passam a ser exigidos 93 pontos para mulheres e 103 para homens.
As regras de transição
As regras de transição foram criadas para suavizar a passagem entre o modelo antigo e o atual. Cada modalidade pode alterar tanto o momento da aposentadoria quanto o valor do benefício, permitindo que o segurado escolha a opção mais vantajosa.
Entre elas estão:
– Tempo de contribuição + idade mínima, com idade progressiva e tempo mínimo de contribuição;
– Aposentadoria por idade, que considera 65 anos para homens e 62 para mulheres, com 15 anos de contribuição;
– Pedágio de 50%, voltado a quem estava perto de se aposentar em 2019, exigindo um adicional equivalente à metade do tempo que faltava;
– Pedágio de 100%, que obriga o cumprimento integral do tempo restante, mas pode resultar em benefício maior;
– Regra dos pontos, baseada na soma da idade com o tempo de contribuição.
Com tantas variáveis, o simulador do INSS se torna uma ferramenta central para quem quer entender o próprio cenário previdenciário e se preparar para a aposentadoria nos próximos anos.
(Com informações de G1)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil/Rafa Neddermeyer)