Unidade em São Paulo usará inteligência artificial e automação para ampliar eficiência do SUS e reduzir tempo de espera por atendimento especializado

Hospital inteligente – O Brasil dará um passo inédito na modernização da saúde pública com a construção do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, formalizado nesta quarta-feira (7), prevê a instalação de uma unidade em São Paulo, financiada por um empréstimo de R$ 1,7 bilhão concedido pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics.

A proposta é transformar a unidade em referência nacional em saúde digital, integrando tecnologias emergentes à rede pública. Segundo o Ministério da Saúde, o hospital adotará medicina de alta precisão apoiada por inteligência artificial (IA), com foco na eficiência operacional e na ampliação do acesso a atendimentos de maior complexidade.

LEIA: Engenheiro de IA deve ser profissional mais procurado no Brasil em 2026

Um dos principais diferenciais do projeto é a criação de uma rede de serviços inteligentes interligados, que inclui 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) automatizadas, conectadas a unidades em diversos estados do país. A expectativa é que a infraestrutura digital permita reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em situações de urgência.

Estrutura e capacidade

Vinculado à Universidade de São Paulo (USP), o complexo hospitalar terá capacidade para atender cerca de 200 mil pacientes por ano. A estrutura contará com:

• Setor de emergência com 250 leitos;
• UTI com 350 leitos conectados às unidades inteligentes;
• 25 salas de cirurgia.

A previsão é que as obras sejam concluídas em um prazo de três a quatro anos.

Salto tecnológico

Durante a cerimônia de formalização do projeto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o impacto da iniciativa para o SUS.

“Há um grande esforço de modernização tecnológica do SUS para ofertar para a população brasileira, de graça, o mesmo que os principais hospitais de excelência privados do país. Hoje estamos em outra fronteira. Esse contrato vai trazer um salto além, que é trazer para o Brasil aquilo que nem os maiores hospitais privados brasileiros oferecem ainda”, afirmou Padilha.

A presidente do NDB, Dilma Rousseff, ressaltou que o contrato tem prazo de pagamento de 30 anos e envolve parcerias com a China e a Índia. Segundo ela, o investimento vai além da construção da infraestrutura física e aposta no acesso à tecnologia como vetor de desenvolvimento.

Outros investimentos

Além do hospital inteligente em São Paulo, o aporte anunciado inclui a modernização de outros hospitais de excelência do SUS. Estão previstos investimentos em unidades da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense e no Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro. Apenas para a reestruturação dos hospitais federais fluminenses, serão destinados R$ 1,2 bilhão.

(Com informação de IT Fórum)
(Foto: Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil)