Relatório aponta riscos ligados à concentração de fornecedores e destaca resiliência, IA e controle de operações críticas
Soberania digital – Na última década, as empresas aceleraram processos como migração para a nuvem, adoção de inteligência artificial e transformação digital, muitas vezes em velocidade superior à evolução de seus mecanismos de governança e resiliência. Paralelamente, a dependência de um grupo reduzido de grandes fornecedores globais de tecnologia aumentou.
Nos últimos anos, porém, tensões geopolíticas e problemas nas cadeias de suprimentos evidenciaram os riscos associados à concentração tecnológica. O Índice de Soberania Digital da Capgemini, elaborado a partir da análise de 866 companhias dos Estados Unidos, Europa e região da Ásia-Pacífico (APAC) em cinco dimensões de soberania, aponta que 86% delas têm exposição significativa a cadeias de suprimentos estrangeiras ou submetidas a controle externo.
LEIA: Uber libera câmera ao vivo para pais acompanharem viagens de adolescentes
Entre os fatores que ampliam a vulnerabilidade estão a dependência de fornecedores estrangeiros, a concentração da base de fornecedores, a pouca visibilidade sobre as cadeias de suprimentos e o tempo elevado necessário para trocar de fornecedor. Esses elementos podem dificultar a reação diante de interrupções.
A preparação para esses cenários, no entanto, ainda é desigual. Apenas 42% das empresas que enfrentaram interrupções operacionais recentemente contam com planos de contingência estruturados. Os Estados Unidos apresentam o maior nível de preparação: quase dois terços das companhias possuem esse tipo de planejamento. Na Europa e na região Ásia-Pacífico, o índice fica pouco acima de um terço.
A soberania digital ganha prioridade na pauta do conselho administrativo
A soberania digital passou a ocupar espaço relevante entre as prioridades da alta liderança. Segundo o estudo, 44% das empresas consideram o tema uma das principais prioridades de seus conselhos administrativos.
A preocupação também aparece na adoção de medidas concretas. Quase quatro em cada cinco companhias já têm uma estratégia de soberania digital em desenvolvimento ou em execução, enquanto aproximadamente um quinto pretende colocar uma iniciativa desse tipo em prática no próximo ano.
O movimento está relacionado ao receio crescente sobre a capacidade de preservar operações comerciais essenciais diante de um cenário geopolítico mais instável. De acordo com o levantamento, mais de três quartos das empresas demonstram alto nível de preocupação com essa questão.
A necessidade de garantir resiliência operacional diante da instabilidade geopolítica e de possíveis interrupções é o principal estímulo às iniciativas de soberania digital, sendo mencionada por quatro em cada cinco entrevistados.
Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) aparece como a principal área da infraestrutura tecnológica priorizada pelas empresas em suas estratégias de soberania. Três quartos dos participantes apontam a tecnologia como um dos principais focos. A preocupação é particularmente relevante em segmentos responsáveis por infraestruturas, informações ou operações críticas, como os setores aeroespacial, de defesa e de transportes.
“As organizações de hoje operam em ecossistemas tecnológicos altamente interconectados, onde a independência completa raramente é alcançável. Portanto, a soberania digital não se trata de autonomia total, mas sim de garantir que as organizações tenham uma compreensão clara de suas dependências tecnológicas, a fim de recuperar o controle e a flexibilidade para gerenciar riscos”, disse Karine Brunet, diretora de Operações e Entregas da Capgemini e membro do Conselho Executivo do Grupo.
Karine também acrescentou que “isso permitirá que elas construam o melhor roteiro pragmático para atingir seus objetivos estratégicos – levando em consideração a localização de dados, o controle de acesso, as operações e as restrições regulatórias e tecnológicas. O verdadeiro desafio será construir resiliência sem comprometer a competitividade, para impulsionar a inovação e o crescimento a longo prazo.”
Apesar de nuances regionais, a maioria concorda que não se trata da completa independência tecnológica
Apesar de ter se consolidado como uma preocupação global para as companhias, a soberania digital recebe diferentes interpretações de acordo com a região. Na APAC, onde 41% das organizações adotam essa perspectiva, na Europa continental (52%) e no Reino Unido (56%), o conceito está mais relacionado à redução de riscos e ao aumento da resiliência.
Nos Estados Unidos, por outro lado, 52% das empresas associam a soberania digital principalmente à conformidade. O percentual supera os 40% que a consideram uma estratégia voltada à construção de resiliência.
Também existem diferenças quanto à preocupação com a continuidade de operações críticas em um cenário de incerteza geopolítica. As companhias da APAC e da Europa continental demonstram níveis significativamente maiores de preocupação nesse aspecto do que aquelas situadas nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Mesmo com as diferenças entre as regiões, há uma compreensão predominante de que soberania digital não significa alcançar independência tecnológica absoluta.
Globalmente, dois terços das empresas definem o conceito a partir da ideia de uma interdependência resiliente. Na Europa, essa percepção chega a 75%, enquanto nos Estados Unidos corresponde a 50%.
As estratégias para alcançar esse objetivo também variam. Mais de dois terços das companhias pesquisadas pretendem combinar desenvolvimento interno com colaboração externa na construção de capacidades digitais soberanas.
As empresas norte-americanas, contudo, atribuem maior importância à participação em ecossistemas e às parcerias entre empresas do mesmo setor para desenvolver capacidades compartilhadas. Essa abordagem é menos enfatizada pelas companhias da APAC e da Europa.
Visibilidade, dependência de fornecedores e custos são desafios para a soberania digital
Apesar do avanço do tema nas estratégias corporativas, a implementação ainda enfrenta obstáculos. Apenas 14% das empresas afirmam ter visibilidade completa sobre as dependências existentes em seu ecossistema tecnológico mais amplo. A falta dessa visão dificulta a identificação e a avaliação de riscos associados a questões geopolíticas e à dependência de fornecedores.
Outro ponto crítico é a possibilidade de substituir fornecedores considerados essenciais. Mais de um terço das companhias, ou 36%, estima que precisaria de mais de 12 meses para deixar de trabalhar com um fornecedor crítico. Além disso, uma em cada dez afirma não possuir uma alternativa viável para esse fornecedor.
Os custos também aparecem como uma barreira. Pouco menos da metade das empresas estaria disposta a pagar uma “taxa extra de soberania digital”, estimada em 23%, em média. O dado evidencia o desafio de conciliar investimentos destinados ao aumento da soberania com custos e manutenção da competitividade.
Acumule cashback e transfira o dinheiro direto para sua conta!
A Bee Fenati (saiba mais aqui) segue em expansão para garantir aos seus usuários cada vez mais benefícios. Agora a plataforma conta com a Benefícios Rede Bee, que reúne descontos em dezenas de grandes marcas, com muitas delas oferecendo cashback, ou seja, o retorno de um valor da sua compra que poderá ser transferido para sua conta! (Saiba mais aqui)
Baixe o aplicativo nas lojas App Store (iOS) e Play Store (Android) e aproveite agora!
A rede oferece em um único ambiente ofertas em áreas como educação, compras, viagens, lazer, serviços, tecnologia e muito mais. Dentre as marcas parceiras estão Magalu, Renner, Drogasil, C&A, Casas Bahia, Petz, e outras dezenas de opções que oferecem tudo que você precisa na sua rotina!
Além de poderem aproveitar os descontos oferecidos pelas marcas parceiras, os sócios e contribuintes dos sindicatos filiados à Fenati (Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação) podem receber de volta um percentual a cada compra que realizarem em parceiros que oferecem o cashback.
Este valor fica em uma carteira digital dentro da plataforma e, a partir de R$ 20 reais acumulados em cashback, o trabalhador pode enviar o dinheiro direto para sua conta bancária! Na prática, a ferramenta permite que sócios e contribuintes dos sindicatos filiados à Fenati ZEREM o valor da sua contribuição assistencial e/ou associativa!
Atualmente, o valor da contribuição é de R$ 32,50 por mês para sócios e R$ 35 por mês para contribuintes, ou seja, é possível recuperar todo esse valor e ainda acumular muito mais – tudo isso contribuindo para fortalecer a categoria e transformando as compras do dia a dia em ganho real.
Qualifique-se agora com a Fenati Academy!
Dentro da Bee Fenati, o usuário encontra ainda a Fenati Academy, que oferece mais de 8 mil opções de qualificação e atualização profissional com bolsa integral para sócios e contribuintes de sindicatos filiados à Fenati. (Saiba mais)
Na plataforma, o profissional pode acessar o Sindplay, streaming de qualificação para profissionais de TI reconhecido como a “Netflix de TI”, que possui cursos em áreas como cibersegurança, Inteligência Artificial, desenvolvimento de softwares, desenvolvimento para a internet, administração de sistemas e redes, ciência de dados, gestão de projetos de TI, blockchain e tecnologias de moedas digitais, entre outras. (Saiba mais)
A ferramenta oferece também cursos em parceria com a Cisco Networking Academy, com CERTIFICAÇÕES GRATUITAS em áreas como segurança cibernética, Redes, IA, Ciência de dados, Inglês para TI, Programação, Tecnologia da informação, Alfabetização digital, Habilidades Profissionais (Soft skills) e Sustentabilidade. (Saiba mais)
Outra parceria da Fenati Academy é a Oracle University, uma das maiores referências globais em tecnologia. Os usuários já podem acessar cursos, trilhas de aprendizado e obter certificações Oracle gratuitamente ou com descontos exclusivos. Os conteúdos passam por áreas estratégicas como bancos de dados, computação em nuvem, inteligência artificial, desenvolvimento, automação e soluções corporativas. (Saiba mais)
Encontre o emprego dos seus sonhos com a Bee Hunter!
Sócios e contribuintes contam ainda com uma ferramenta para se aproximarem das melhores oportunidades do mercado de trabalho: a Bee Hunter, uma plataforma inteligente da Bee Fenati que utiliza tecnologia e inteligência artificial para tornar a busca por vagas mais eficiente, estratégica e conectada ao perfil de cada usuário. (Saiba mais aqui)
A partir do cadastro do currículo, a plataforma utiliza inteligência artificial para analisar informações como experiências, competências e objetivos profissionais, cruzando esses dados com vagas disponíveis em empresas parceiras como Vagas.com, Sinergy e Trampos e identificando as posições que mais combinam com o perfil do usuário.
A Bee Hunter vai além e auxilia o profissional a estar preparado para a vaga dos sonhos! Isso porque nossa inteligência analisa o perfil e sugere cursos da Fenati Academy que vão ajudá-lo a ampliar sua qualificação e elevar a aderência às vagas desejadas. Acesse agora clicando aqui e encontre seu emprego dos sonhos!
(Com informações de TI Inside)
(Foto: Reprodução/Magnific/rawpixel.com)